Fundador da Natura afirma que ‘recursos para investir na Amazônia existem’

No ano em que a Amazônia virou notícia em todo o mundo, com o aumento do desmatamento e enorme pressão de investidores estrangeiros, o setor privado decidiu se reunir em busca de soluções para o assunto que passou a ser encarado como uma questão econômica.

Em conferência organizada pelo Itaú Unibanco para tratar da maior floresta tropical do mundo, no dia 9 de dezembro, o copresidente do conselho de administração da Natura, Guilherme Leal, afirmou que os recursos para investir na Amazônia existem, mas que é preciso haver uma visão consistente de desenvolvimento e preservação para que o dinheiro chegue ao País. “Não temos de ter xenofobia. Temos de ter consciência da nossa soberania, mas soberania exige responsabilidade”, afirmou o fundador da companhia, uma das pioneiras em negócios a partir da biodiversidade da floresta.

Leal reforçou ainda a importância de se desenvolver lideranças e empresas locais. Segundo ele, é preciso trazer para a mesa os habitantes da região, que são cerca de 25 milhões de pessoas. “Não existirá conservação se não olharmos para as questões sociais e econômicas.”

O fundador da Natura foi um entre os mais de 70 palestrantes do evento organizado pelo banco, que teve duração de três dias e tinha como objetivo tratar dos desafios e buscar soluções conjuntas para a região, além de arrecadar recursos para projetos voltados ao desenvolvimento e à preservação da Amazônia. “A ideia era compartilhar nossa trajetória e ter mais empresas e mais pessoas pela Amazônia. Conseguimos passar pelos assuntos sociais, ambientais econômicos. Falar de desenvolvimento econômico é importante para manter a floresta em pé”, comenta a superintendente de Relações Institucionais, Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú Unibanco, Luciana Nicola.

O maior banco privado da América Latina registrou na plataforma do evento 75 mil acessos e 19 mil cadastros foram preenchidos. O Itaú não abriu o valor, mas com as doações feitas ao longo dos últimos dias será possível plantar 400 mil árvores na Bacia do Rio Xingu, projeto em parceria com o Instituto Socioambiental com parceiros locais, como a Rede de Sementes do Xingu. Agora, o planejamento é de que o evento seja anual.

“Queremos deixar um legado desse exemplo de três competidores tão ferrenhos e que puderam se unir para cuidar da região da Amazônia, que a sociedade pode se unir para cuidar de um dos nossos maiores patrimônios”, disse o presidente do Itaú, Cândido Bracher, na abertura do evento, na segunda-feira, que também teve a presença de Sergio Rial, presidente do Santander, e Octavio de Lazari, presidente do Bradesco. Os três bancos se uniram neste ano para buscar medidas de desenvolvimento da região.

A mobilização do setor privado, algo que se tornou realidade após a crise envolvendo a floresta, evidenciou também a necessidade de que o governo precisa agir. “Precisamos aplicar a lei para evitar o desmatamento ilegal. Não é mudar a lei, é aplicar a lei que já existe”, afirmou, no evento, o presidente da Suzano Walter Schalka, um dos nomes mais vocais desde o início da crise da Amazônia.

Dentre os investidores estrangeiros, um dos nomes mais expoentes da questão climática, Larry Fink, que preside a BlackRock, gestora norte-americana com cerca de US$ 7 trilhões sob gestão, disse que o Brasil poderá, inclusive, receber mais recursos se for mais sustentável.

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